1 O Brasil continente traz diferenças, as quais até um cego enxerga, o Governo criou um negócio chamado DNOCS, que para os idealizadores serve de cabide de empregos, e o fim para enriquecimento de vários abençoados. Se fosse perguntar a um agricultor (miserável) cuja denominação melhor é de rurícola, este iria dizer, vamos criar um Departamento da Sobrevivência da Agricultura e Pecuária do Nordeste, porque não existe remédio contra a SECA, pois nosso clima está nas mãos de DEUS, e se não temos Políticos capazes de trabalharem uma política de conservação da vida, uma vez que é o meio ambiente nosso habitat, somos obrigados a reconhecer que o rurícola nordestino é tido pelo Poder apenas como meio de captação de votos, e não se fala mais desta raça humana em extinção, mormente acolhemos em nossa cidade grandes grupos de marginais, produto do meio e conseqüência do êxodo rural.
2 Mas um outro rurícola iria perguntar!!!, e o Banco do Nordeste ? pela boca dos rurícolas iriam dizer. Ora doutor, o Banco do Nordeste é do Nordeste, nós rurícolas (miseráveis) estamos fora do Banco do Nordeste, nossas terras são todas de posse, não temos registros imobiliários, e não temos condições de fazer financiamento para plantar, se não temos água, e o custo agrícola nordestino é um dos mais altos do Brasil. E é melhor receber a bolsa escola, plantar uma rocinha e esperar pelo aposento de trabalhador rural, do que trabalhar na agricultura ou pecuária.
3 Um sociólogo perguntaria aos rurícolas! e como vocês sobrevivem? A resposta seria, criaram o bolsa escola (R$ 120,00) e mais os aposentos, e quando o IBAMA não nos prende porque matamos preá para comer, rolinha e outros bichinhos, e como vocês caçam estes bichinhos!! Ora Doutor, todo mundo tem suas espingardas, compramos munição, e andamos por todas as cidades, e se pergunta, e quando a Polícia passa por vocês o que é que acontece. E o rurícola responde! Os policiais perguntam se já caçamos muito, e se tem alguma coisinha para vender. E a Espingarda, perguntam alguma coisa? Não eles nem notam que temos espingardas. Mas existe uma Lei de desarmamento. O rurícola responde, mas é arma só de matar gente, as que matam os bichinhos não tem problema.
4 E assim é a vida dos rurícolas, todavia, alguns idealistas acham que é possível criarem animais bovinos em nossas terras, como é o caso do Demandante, que transformou uma atividade informal de criar gado bovino, em uma atividade formal, e a partir daí além das intempéries do tempo, está sujeito a um rigoroso controle estatal, e pela própria soberania do estado, ao sair da informalidade para a formalidade, já passou a ser devedor do fisco.
5 Após as considerações acima expostas, as quais são necessárias para dizer a este Juízo, que o Demandante não pretende se LOCUPLETAR, até porque, não é este o meio de vida, não pretende se enriquecer ilicitamente, pois não é político nem tem cargo público, nem comete qualquer PECADO CAPITAL.
6 Em uma linguagem rasteira, locupletar-se ou enriquecimento ilícito para um bom entendedor é um
LADRÃO, um
MARGINAL, até porque para quem tem uma denominação de “Othon da Viola”, além de advogado por profissão, violeiro, poeta e compositor por opção, mesmo tendo nascido em Belo Horizonte, tem suas raízes nordestinas lá do Seridó, cujo avô materno Antônio Othon Filho, escreveu o livro “Meio Século da Roça à Cidade”, um autêntico relato biográfico e antropológico das personagens populares do Currais Novos de seu tempo, sabe bem quem são seus conterrâneos por afinidade, e chamar alguém de
LADRÃO é mais triste do que tocar um violão.
7 Se do bem o subscritor não conhecesse não teria feito sua dissertação: Da moral ao direito na obra de Immanuel Kant: considerações sobre o percurso da razão. cujo tema-objeto é a razão prática aplicada a metafísica dos costumes. Que assim resumiu: